Discussão 03.5_PAZ E GUERRA NAS RELAÇÕES INTERNACIONAIS
Comentários :
Giuseppe Tosi
DIARIO DA ITÁLIA
Carissimi amici
Eu e Inez, acompanhados por minha filha Jussara e a nossa amiga Valda, chegamos na Itália no dia 4 de março depois de uma viagem longa e cansativa e nos instalamos na cidade e na casa onde nasci. Ainda não havia começado a primavera e o tempo estava frio: dos 30 graus de João Pessoa, passamos aos 3 graus de Busto Arsizio minha cidade natal. A casa havia sido reformada e o quarto de dormida e o banheiro foram colocados no térreo para poupar as escadas a Inez.
Estou escrevendo esse texto para compartilhar com vcs minhas impressões sobre a Itália e a conjuntura política vista desta parte do mundo, escrever uma forma de diário com periodicidade variável dependendo das circunstâncias para me sentir menos sozinho. No Brasil, onde vivi intensamente mais de 40 anos, me sinto uma pessoa conhecida e reconhecida, aqui me sinto um estranho apesar de viver na cidade onde nasci e de ter perto familiares e amigos.
Estamos vivendo o período mais difícil da nossa vida, mas não vou tratar dos meus problemas pessoais, embora seja inevitável uma referência ao lugar social de onde escrevo, mas abrir um debate sobre temas da atualidade, sobretudo política.
Vai ser uma tentativa para aliviar o meu cotidiano e me relacionar com as pessoas: quase uma forma de terapia. Uma maneira também de matar a saudade imensa que sinto das pessoas e dos lugares onde vivi grande parte da minha existência.
Começo logo com algumas impressões dos primeiros dias: estou vivendo em uma sociedade de velhos e doentes, com uma taxa de natalidade entre as mais baixas do mundo, que precisa dos migrantes para fazer os trabalhos mais humildes e pesados e viabilizar o sistema de seguridade social, mas as pessoas têm medo deles, tem medo do que a direita chama de “substituição étnica”: os italianos tem medo de virar todos muçulmanos e sobre isso a extrema direita ganha as eleições.
É também uma sociedade sempre mais desigual, onde aumenta a pobreza e o sistema do estado social é sempre mais precário. Mas a primeira impressão é de uma sociedade opulenta, rica, se olharmos os milhares de carros e carrões de luxo: o meu vizinho que é pedreiro da construção civil tem um BMW...O carro, que aqui se chama simplesmente de “macchina”, ou seja, a máquina por antonomásia, é um símbolo de status.
As pessoas estão preocupadas com o desgaste do sistema público de seguridade social, sobretudo a saúde e a educação, e com os salários baixos; mas o grande medo é a guerra: não se fala de outra coisa todos os dias nos meios de comunicação social, mostrando detalhadamente as imagens da destruição. É um medo real porque a guerra está no coração da Europa depois de 80 anos de relativa paz, bem-estar e democracia liberal...três conquistas que estão ameaçadas e sobre as quais podemos conversar no site.
As gerações que nasceram depois de segunda guerra mundial não conheceram a guerra: e isso aconteceu pela primeira vez na história da Europa: é a 1ª vez que a Europa vive um período de mais de 80 anos de paz. Durante milhares de anos sempre houve guerras e a guerra era considerada como um destino inevitável algo que ia acontecer “mais cedo o mais tarde”. Hoje, se explodisse uma guerra, os jovens não estão preparados a diferença das ditaduras como a Rússia onde o regime impõe a convocação compulsória de milhares de jovens. Nesses três anos de guerra na Ucrania (sem contar os anos precedentes desde 2014) foram centenas de milhares os militares e os civis que morreram ou ficaram feridas na guerra e milhares as infraestruturas que foram destruídas: uma guerra que não se vê o fim, e que pode transbordar dos confins atuais...
É sobre este tema que vou abrir o primeiro debate sobre o texto “não recomeçamos a guerra de Troia”. É uma tentativa de entender “as razões da guerra”, porque existem as guerras e se sempre existirão.
Anexo o texto que está a disposição no site: giuseppetosi.com.br na primeira página e na secção dedicada à “guerra e paz nas relações internacionais (03.5)”: abaixo do título está o lugar para o debate no qual cada um pode colocar as suas opiniões: “participar da discussão”.
Participem se estiveram interessados e divulguem o texto: é um primeiro teste.
Abraços
Giuseppe Tosi
Busto Arsizio 01/04/ 2025
Giuseppe Tosi
Vou inuaugurar a sessão sobre discussão dos temas do site começando por comentar o texto sobre a guerra: "NÃO RECOMEÇAMOS A GUERRA DE TROIA",EM QUE FAÇO UMA RELAÇÃO ETRE A COMPRENSÃO KANTIANA DA pAZ pERPÉTUA EM UMA PEERSPECTIVA COSMOPOLITA, E A DIALÉTICA DOS ESPÍRITOS DO POVOS DE HEGEL EM UMA PERSPECTIVA REALISTA: DIALÉTICA SINGNIFICA LITERALMENTE "GUERRA" eNQUANTO PARA kANT A PEERSPECTIVA DO FIM DAS GUERRAS SERIA UM SINAL DE UM PROGRSSO MORAL DA HUMANIDADE, PARA HEGEL A GUERRA É INEVITÁVEL E ATÉ BENÉFICA, PORQUE É ATRAVÉS DA DIALÉTICA DOS ESPÍRITOS DOS POVO QUE O ESPÍRITO AVANÇA NA AUTOSCONCIÊNCIA DA LIBERDADE. A PERGUNTA É "QUEMTEM RAZÃO?, ENTENDIDA EM DOIS SENTIDO: RAZÃO NO SENTIDO IDEAL, QUAL PROPOSTA REPRESENTA O PROGRESSO MORAL DA HUMANIDADE, OU RAZÃO SIGNIFICA A RACIONALIDADE HISTÓRICA (A RAZÃO NA HISTÓRIA) QUE RECONHECE A INEVITABILIDADE DA GUERRA COMO FATOS DE PROGRESSO DA HUMANIDADE.
VIVIMOS NA PRIMEIRA PARTE DO SÉCULO XX DUAS GUERRA MUNDIAIS, QUE TINHAM COMO "EFEITOS COLATERAIS" O EXERMÍNIO DE DEZENAS DE MILHÕES DE PESSOAS, CIVIS E MILITARES, NOS CAMPOS DE BATALHA, NA TRINCHEIRA, NOS BOMBARDEIOS DAS CIDADES, NOS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO E DE EXTERMÍNIO E DEBAIXO DAS DUAS BOMBAS ATÔMICAS.
MAS PARECE QUE TUDO ISO NÃO FOI SUFICIENTE PARA AFASTAR "DEFINITIVAMENTE" A GUERRA, AS TENTATIVAS COMO A onu FRACASSARAM. A unIÃO eUROPEIA CONSEGUIU A FAÇANHA DE 80 ANOS DE PAZ ENTRE AS SUAS FRONTEIRAS,PAZ QUE ESTÁ AGORA EM QUESTÃO COM A GUERRA NA uCRAINA E OS GOVERNOS AUTOCR´TICOS AUTORITÁRIOS.
a PERGUNTA PARA O DEBATE É SE A PAZ DE kANT É POSSÍVE OU SOMENTE UMA UTOPIA, E SE A GUERRA, A DIALE´TICA DOS ESPÍRITOS DOS POVOS, É A ÚNICA REALISTICAMENTE INEVITÁVEL,,,,COMO ESTÁ APARECENDO COM DEZENAS DE CONFLITOS PELO MUNDO...
VAMOS CONVERSAR
DIARIO DA ITÁLIA Carissimi amici Eu e Inez, acompanhados por minha filha Jussara e a nossa amiga Valda, chegamos na Itália no dia 4 de março depois de uma viagem longa e cansativa e nos instalamos na cidade e na casa onde nasci. Ainda não havia começado a primavera e o tempo estava frio: dos 30 graus de João Pessoa, passamos aos 3 graus de Busto Arsizio minha cidade natal. A casa havia sido reformada e o quarto de dormida e o banheiro foram colocados no térreo para poupar as escadas a Inez. Estou escrevendo esse texto para compartilhar com vcs minhas impressões sobre a Itália e a conjuntura política vista desta parte do mundo, escrever uma forma de diário com periodicidade variável dependendo das circunstâncias para me sentir menos sozinho. No Brasil, onde vivi intensamente mais de 40 anos, me sinto uma pessoa conhecida e reconhecida, aqui me sinto um estranho apesar de viver na cidade onde nasci e de ter perto familiares e amigos. Estamos vivendo o período mais difícil da nossa vida, mas não vou tratar dos meus problemas pessoais, embora seja inevitável uma referência ao lugar social de onde escrevo, mas abrir um debate sobre temas da atualidade, sobretudo política. Vai ser uma tentativa para aliviar o meu cotidiano e me relacionar com as pessoas: quase uma forma de terapia. Uma maneira também de matar a saudade imensa que sinto das pessoas e dos lugares onde vivi grande parte da minha existência. Começo logo com algumas impressões dos primeiros dias: estou vivendo em uma sociedade de velhos e doentes, com uma taxa de natalidade entre as mais baixas do mundo, que precisa dos migrantes para fazer os trabalhos mais humildes e pesados e viabilizar o sistema de seguridade social, mas as pessoas têm medo deles, tem medo do que a direita chama de “substituição étnica”: os italianos tem medo de virar todos muçulmanos e sobre isso a extrema direita ganha as eleições. É também uma sociedade sempre mais desigual, onde aumenta a pobreza e o sistema do estado social é sempre mais precário. Mas a primeira impressão é de uma sociedade opulenta, rica, se olharmos os milhares de carros e carrões de luxo: o meu vizinho que é pedreiro da construção civil tem um BMW...O carro, que aqui se chama simplesmente de “macchina”, ou seja, a máquina por antonomásia, é um símbolo de status. As pessoas estão preocupadas com o desgaste do sistema público de seguridade social, sobretudo a saúde e a educação, e com os salários baixos; mas o grande medo é a guerra: não se fala de outra coisa todos os dias nos meios de comunicação social, mostrando detalhadamente as imagens da destruição. É um medo real porque a guerra está no coração da Europa depois de 80 anos de relativa paz, bem-estar e democracia liberal...três conquistas que estão ameaçadas e sobre as quais podemos conversar no site. As gerações que nasceram depois de segunda guerra mundial não conheceram a guerra: e isso aconteceu pela primeira vez na história da Europa: é a 1ª vez que a Europa vive um período de mais de 80 anos de paz. Durante milhares de anos sempre houve guerras e a guerra era considerada como um destino inevitável algo que ia acontecer “mais cedo o mais tarde”. Hoje, se explodisse uma guerra, os jovens não estão preparados a diferença das ditaduras como a Rússia onde o regime impõe a convocação compulsória de milhares de jovens. Nesses três anos de guerra na Ucrania (sem contar os anos precedentes desde 2014) foram centenas de milhares os militares e os civis que morreram ou ficaram feridas na guerra e milhares as infraestruturas que foram destruídas: uma guerra que não se vê o fim, e que pode transbordar dos confins atuais... É sobre este tema que vou abrir o primeiro debate sobre o texto “não recomeçamos a guerra de Troia”. É uma tentativa de entender “as razões da guerra”, porque existem as guerras e se sempre existirão. Anexo o texto que está a disposição no site: giuseppetosi.com.br na primeira página e na secção dedicada à “guerra e paz nas relações internacionais (03.5)”: abaixo do título está o lugar para o debate no qual cada um pode colocar as suas opiniões: “participar da discussão”. Participem se estiveram interessados e divulguem o texto: é um primeiro teste. Abraços Giuseppe Tosi Busto Arsizio 01/04/ 2025
Vou inuaugurar a sessão sobre discussão dos temas do site começando por comentar o texto sobre a guerra: "NÃO RECOMEÇAMOS A GUERRA DE TROIA",EM QUE FAÇO UMA RELAÇÃO ETRE A COMPRENSÃO KANTIANA DA pAZ pERPÉTUA EM UMA PEERSPECTIVA COSMOPOLITA, E A DIALÉTICA DOS ESPÍRITOS DO POVOS DE HEGEL EM UMA PERSPECTIVA REALISTA: DIALÉTICA SINGNIFICA LITERALMENTE "GUERRA" eNQUANTO PARA kANT A PEERSPECTIVA DO FIM DAS GUERRAS SERIA UM SINAL DE UM PROGRSSO MORAL DA HUMANIDADE, PARA HEGEL A GUERRA É INEVITÁVEL E ATÉ BENÉFICA, PORQUE É ATRAVÉS DA DIALÉTICA DOS ESPÍRITOS DOS POVO QUE O ESPÍRITO AVANÇA NA AUTOSCONCIÊNCIA DA LIBERDADE. A PERGUNTA É "QUEMTEM RAZÃO?, ENTENDIDA EM DOIS SENTIDO: RAZÃO NO SENTIDO IDEAL, QUAL PROPOSTA REPRESENTA O PROGRESSO MORAL DA HUMANIDADE, OU RAZÃO SIGNIFICA A RACIONALIDADE HISTÓRICA (A RAZÃO NA HISTÓRIA) QUE RECONHECE A INEVITABILIDADE DA GUERRA COMO FATOS DE PROGRESSO DA HUMANIDADE. VIVIMOS NA PRIMEIRA PARTE DO SÉCULO XX DUAS GUERRA MUNDIAIS, QUE TINHAM COMO "EFEITOS COLATERAIS" O EXERMÍNIO DE DEZENAS DE MILHÕES DE PESSOAS, CIVIS E MILITARES, NOS CAMPOS DE BATALHA, NA TRINCHEIRA, NOS BOMBARDEIOS DAS CIDADES, NOS CAMPOS DE CONCENTRAÇÃO E DE EXTERMÍNIO E DEBAIXO DAS DUAS BOMBAS ATÔMICAS. MAS PARECE QUE TUDO ISO NÃO FOI SUFICIENTE PARA AFASTAR "DEFINITIVAMENTE" A GUERRA, AS TENTATIVAS COMO A onu FRACASSARAM. A unIÃO eUROPEIA CONSEGUIU A FAÇANHA DE 80 ANOS DE PAZ ENTRE AS SUAS FRONTEIRAS,PAZ QUE ESTÁ AGORA EM QUESTÃO COM A GUERRA NA uCRAINA E OS GOVERNOS AUTOCR´TICOS AUTORITÁRIOS. a PERGUNTA PARA O DEBATE É SE A PAZ DE kANT É POSSÍVE OU SOMENTE UMA UTOPIA, E SE A GUERRA, A DIALE´TICA DOS ESPÍRITOS DOS POVOS, É A ÚNICA REALISTICAMENTE INEVITÁVEL,,,,COMO ESTÁ APARECENDO COM DEZENAS DE CONFLITOS PELO MUNDO... VAMOS CONVERSAR